Já no encerramento, o público do Festival de Inverno de Ouro Branco sente saudades da edição 2009. Durante 10 dias a cidade respirou a arte em todas as suas manifestações. Artistas internacionais, brasileiros e mineiros mostraram como a cultura popular ainda resiste à globalização e fizeram apresentações que vão ficar na lembrança de quem acompanhou o dia a dia do Festival. O 4º Festival de Inverno de Ouro Branco convida Vozes de Mestres – II Encontro Internacional das Culturas Populares mostrou como em ano de crise os artistas ainda resistem, produzem e continuam fazendo arte. Além de trabalhos novos, há quem resgatou o trabalho de grandes mestres da cultura popular. O professor José Júlio Emerenciano, foi um dos que aprovou o tema do Festival desse ano. “Acho que foi um banho de aprendizado. Promover a cultura popular é dar ás pessoas o direito de conhecer o que é, é promover artistas e as comunidades que produzem”, disse.
A bancária Sandra Pereira Santos Miranda acompanhou de perto a programação das quatro edições e sempre leva as filhas para ver os espetáculos. Ela também aprovou uma das marcas do evento em 2009: a centralização das atrações na Praça de Eventos. “Eu adorei a edição 2009. A gente tem que valorizar as raízes, o que é nosso senão a cultura e a história ficam perdidas. Achei excelente ter trazido o festival para a Praça. O espaço daqui é muito bom e cabe quem quiser vir. Tem que aproveitar a praça mesmo”. A filha Thaís participa todos os anos das oficinas e dá uma lição para a comunidade. “Eu gosto das oficinas porque aprendo e me divirto. Prefiro me divertir assim a ficar em casa assistindo televisão. Esse ano adorei a oficina de bijuteria em cerâmica, porque aprendi como fazer muita coisa que gosto”.
Fellipe Roberto Alexandrino também participou das oficinas. Pela primeira vez, o massoterapeuta teve contato com o Festival de Inverno. Depois de participar quase que diariamente da programação e fazer a oficina de Teatro, ele se diz encantado com o evento. “De todos os festivais da região que eu conheço, elejo o daqui como o melhor. Achei muito bom o espaço, a qualidade das atrações e adorei a oficina. O tema é muito interessante porque mostra artistas diferentes e gente que não conhecemos. E é isso que o público precisa: conhecer novos artistas”, pontuou.
O motorista Denner Teixeira da Silva gostou das atrações, acompanhou diariamente a programação do último fim de semana e trouxe amigos, a namorada e a família para acompanhar o Vozes. Todos aprovaram a edição 2009. “Achei que a escolha da Praça de Eventos foi muito boa. Aqui tem uma estrutura boa pra gente que vem assistir os espetáculos: estacionamento, cabe mais gente, tem as barracas. E as atrações estão muito boas também”, comentou Denner. Para a advogada Lídia Andreza Alvisi Silva a edição 2009 foi uma surpresa. “Eu não achei que o Festival seria tão bom assim esse ano. Fiquei surpreendida com a qualidade das apresentações. Adorei Till, do Grupo Galpão. Ele é sempre é bom de assistir, realmente tem que vir todos os anos. Mas fiquei encantada com o show da Ceumar”.
“O que mais me chamou a atenção foi a qualidade das atrações. Nesses quatro anos o Festival conseguiu manter um nível muito bom na programação e desse ano não ficou atrás, mesmo com a crise. A cada ano tem alguma coisa que surpreende a gente”, comentou a Engenheira Química Patrícia da Luz Mesquita.
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