vila de Maranhãozinho onde tudo começou...
Carimbó – um tipo de tambor feito de uma tora de pau oco, recoberta em uma das suas extremidades por couro de animal qualquer.
Curimbó, carimbó ou corimbó – células rítmicas extraídas dos tons do tambor de carimbó.
Carimbó tem o som contagiante, seu dançar é um folguedo, que se caracterizam os primeiros grupos a dançar carimbó, como dança circular de pares soltos. Com varias manifestações nos sítios e fazendas, como dança do bangüê, dança do gambá, dança do bagre, ginga de capoeira e outros. No município de Marapanim não foi diferente a manifestação da dança do carimbó. Segundo a comunidade esta manifestação aconteceu no núcleo habitacional demonimado: - posse ou sitio Santo Antonio, hoje vila de Maranhão (Maranhãozinho) localizada as margens do rio Paramaú, afluente do rio Marapanim.

Com a chegada dos negros ex-escravos como Calandrino Alves de Almeida, sua esposa Gratulina Alves e seus filhos, juntamente com vários maranhenses e outros. Associaram a viola, a flauta, o milheiro, o tambor curimbó, maracá, tambor onça, reco-reco, xereré, e poesia musicada (cantiga) e outros tipo de instrumentos. E após os mutirões de roçados, capinas e plantações, esta manifestação acontecia tanto na casa do forno como no tijupá. Era o tradicional carimbó da roça, quando se saboreava a manicuera, gengibirra, mingual e outras iguarias da região.

Com o decorrer do tempo esta manifestação também passou a fazer parte da festa profano de são Benedito, organizada pela igreja católica local. De acordo com os documentos oficiais extraídos pela diretoria de são João Batista de Maranhão, ligada a igreja católica, em 1895 se constituiu duas diretorias: a de são João Batista, organizava o boi-bumbá, todos os anos no mês de Junho. E a diretoria de são Benedito, organizava a festa do carimbó, isto no mês de Dezembro. Essa festa era dançada por muitos com paletó e o lenço no pescoço por parte dos cavalheiros no barracão iluminado por lamparina feita de bambu. Com isso o carimbó passou a ser uma festa de temporada. Onde muitas pessoas iam a Maranhão para prestigia - lá. Essa festa durava 15 dias, uma verdadeira festividade, onde se fazia donativos, ladainhas, folias, novenas, levantamento e derrubação de mastro votivo a são Benedito, com uma variedade de comidas titpicas da região. Entre inúmeras pessoas que ali chegavam, o destaque maior foi para o senhor Manoel Pereira da Silva(Manoel Espetor), que sempre ia da cidade de Marapanim, na sua canoa grande Renascença, para vender produtos entre outras iguarias. Foi o primeiro a levar de Maranhãozinho para se apresentar na sua casa de moradia na cidade de Marapanim.
O senhor Manoel da silva (mímico), filho nato de Maranhãozinho , presidente da diretoria de são Benedito onde com seus lúcidos 96 anos de idade, afirma quando o senhor Manoel Espetor, saiu do trapiche de Maranhãozinho com os carimbozeiros (músicos de carimbó) em sua canoa de nome Vaidosa, foi registrado em ata, visto que esta decisão foi concordada em uma reunião entre o poço de Maranhãozinho e Manoel Espetor cidadão querido naquela terra onde de fato e de direito é o verdadeiro berço do carimbo em todo o rincão marapaniense.
Fragmento do texto de Carlos Canuto Vieira - de Marapanim 08.11.2006
Desenhos : Madlene
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