Augusto Gomes Rodrigues é o nome completo do mestre de Carimbó que faleceu na última terça-feira, 3 de novembro, por volta de meio-dia, em Belém do Pará.

Foto: Elza Lima
Mestre Verequete, como era conhecido, deixa esse mundo da mesma forma injusta que tantos outros mestres vem nos deixando. Celebrado como ícone da cultura popular paraense, o mestre gravou cerca de doze discos de carimbó, foi homenageado pelo presidente Lula como Comendador da Ordem do Mérito Cultural mas, aos 93 anos de idade ainda se queixava: “‘Faço tudo por todos que vêm aqui, conto o que tenho que contar, mas depois não vejo nada. Nem uma foto bonita na parede eu tenho”.
É preciso mudar a situação desses mestres. Neles estão as nossas raízes. Raízes mestiças, raízes jovens, raízes com braços rasos de um país com 500 anos de história mas com braços profundos, das nossas origens que antecedem a colonização. O que precisamos não é somente de
Vozes de Mestres,
Prêmios das Culturas Populares,
Aruanda Mundi ou
Rede Vale Mais. Precisamos é de mudar nosso olhar. Valorizar nossa ancestralidade e, sem eufemismos, cuidar dos nossos velhos.
O Vozes de Mestres presta seus sentimentos aos familiares, amigos e admiradores do Mestre Verequete. Vai-se o homem, para o mundo encantado, fica a herança da obra e da mestrança.
fontes:
-
Diário do Pará
-
Blog Megafônica
Você precisa ser um membro de Vozes de Mestres para adicionar comentários!
Entrar em Vozes de Mestres